Agradeça a todas as pessoas erradas que apareceram na hora certa

Não sou do tipo que acredita em “pessoa certa na hora errada”. Pra mim, se a pessoa fosse certa mesmo, saberia no mínimo não ser inconveniente a ponto de errar a hora de aparecer. Gente certa não dá esse tipo de fora.

Entretanto, acredito que o verdadeiro ciclo natural da vida inclui “sofrer por amor” e “quebrar a cara”, ali naquela parte entre crescer e se reproduzir. E que são as pessoas erradas que aparecem na hora certa, as responsáveis por essas dolorosas experiências, que no fim servem para nos tornar seres humanos melhores, mais espertos e produtores de músicas de fossa incríveis.

Pense em quanta gente errada apareceu na hora em que você precisava aprender algo, como a ser menos ingênuo ou a não dar mais do que está recebendo. Ou a ter empatia pelo outro e sentir-se parcialmente responsável por sua dor, ao mesmo tempo em que entende que ninguém é culpado pela infelicidade (ou responsável pela felicidade) de ninguém.

Pessoa errada na hora certa

Em quantos carentes (ou babacas) disfarçados de intensos, que não se importam com os sentimentos alheios, fazem tudo o que der na telha e depois desaparecem tão rápido quanto chegaram. Ou em quantos medrosos disfarçados de cautelosos, que não entendem que não há mal nenhum em mergulhar e que o único cuidado que deveriam ter é ver se há água na piscina antes de pular.

Lembre-se de quantas desilusões você já precisou guardar no bolso para poder seguir em frente ou quantos baldes de água fria já teve que levar na cabeça, bem antes do tal do “desafio do balde de gelo”, quando só o que queria era seguir o fluxo que os relacionamentos comuns seguem, ao invés de ficar estagnado nos primeiros encontros. Fossem eles com várias pessoas diferentes ou com uma única pessoa, que de tanto se fechar, nunca pareceu passar desse primeiro nível.

Portanto, volto a dizer que, se os erros nos fazem crescer, talvez seja a hora de reconhecer e agradecer aos melhores erros que cometemos. Aceitar a transitoriedade da vida e compreender um conselho fundamental para isso: “o que é penoso pode, não obstante, ser verdadeiro”. Freud explica. pessoas erradas

E o que eu explico, no fim de tudo, é que as pessoas erradas vêm e vão e o que elas deixam é o velho aprendizado de que um amor só se cura com outro amor. A gente é que demora certo tempo para entender que esse outro amor a que se referem é o amor próprio.

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