A resposta que você precisa é deixar para lá

Uma das coisas mais difíceis da vida é aceitar que nem sempre vamos ter as respostas que queremos, principalmente quando se trata daquela lacuna não preenchida, que deveria justificar porque um amor que não saiu de dentro de você, decidiu sair da sua vida.

E essa eterna procura por explicações nunca será mais do que um prolongador de sofrimento. Você começa a repassar cena a cena, na tentativa de encontrar o erro, a virada de chave, o momento que, por descuido ou esperança, não enxergou que era o prelúdio do fim.

Muitas conclusões parecerão corretas. Em algumas delas, você não vai achar que a culpa é sua. Deixa de enxergar o outro como um ser humano passível de erros e defeitos intrínsecos a essa humanidade. Em outras, presume que foi você que colocou tudo a perder. Remoe todas as atitudes que julga terem sido erradas, como se fosse possível remediar aquilo que não tem remédio (e que por isso remediado está). Passa a viver de “e se” e esquece de que no fim, fez o melhor que pode, com base nas experiências que teve até ali.

E se já é errado chorar pelo leite derramado, porque o passado não é algo que se pode mudar, imagina só o quão insano é se lamentar por aquilo que nem teve a chance de acontecer? É mais do que perda de tempo, é sofrimento em vão.

Aprenda a deixar pra lá

Por isso, mais importante do que parar de olhar para trás, apegando-se às boas lembranças, é tentar entender que toda história que chega ao fim, foi exatamente o que deveria ser. E cabe a você extrair dela os aprendizados que precisa para ser cada vez melhor e mais feliz.

Libertar-se da culpa e perdoar-se. Jogar as coisas velhas fora, desocupar espaço nos armários e na alma, abrir as janelas de casa e as portas do coração para o novo, que aguarda ansiosamente a chance de habitar um espaço, que hoje você preenche com rancor e hipóteses infundadas sobre o que poderia ter sido, aquilo que você se esforçou tanto para fazer dar certo.

Entender que não é possível forçar alguém a receber o que estamos dispostos a dar, assim como não está em nossas mãos fazer o outro entender aquilo com o que ele simplesmente não se importa.

As tão desejadas respostas? Talvez nunca venham. Ou pode ser que pulem no seu colo quando você desistir de procura-las. Em todo caso, tudo o que você precisa saber é que deixar para lá cansa menos, machuca menos e é essencial para que você se livre de velhas amarras, que só servem para te prender ao que já passou. Lembre-se de que o passado não é mais do que uma história que contamos a nós mesmos e que já é chegada a hora de parar de repeti-la incessantemente e começar a escrever uma nova.

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