A covardia de quem não aprendeu a amar

Nos últimos dias comecei a recordar sobre meus discursos de anos sobre o amor verdadeiro. Na verdade desconfiava desse amor que todo mundo dizia que existia mas eu jurava que era coisa de poeta.

A maioria das pessoas ama pela metade (se é que podemos chamar de amor). Sim, pois focamos mais nos defeitos que nas qualidades.

“Ela não pode ser assim.”
“Ele não pode ter tal coisa.”

Quantas vezes você não teve vergonha, ficou sem graça por alguma característica de seu(sua) amado(amada)?

Quantas vezes ao se dizer apaixonado/amando, você não justificou alguma coisa?

“Ah, ele é burro, mas é lindo de doer!”
“É feio mas é gente boa.”
“Discordamos de tudo, mas se não nos aprofundarmos nos assuntos, viveremos felizes.”

Isso e muito mais, é pronunciado ou pensado por milhares de pessoas a cada minuto.

Desculpe ser direta e talvez atrevida. Isso não é amor!

Até que um dia eu ouvi, de poucos casais, coisas do tipo:

“Sim, ele é barrigudo, mas acho lindo (sexy). E daí?”
“Ela tem nariz grande, mas pra mim é gata. Não vejo problema nisso.”
“Ele é implicante, mas sinto falta quando ele não me perturba.”aprendeu a amar

Esses são os tipos de discursos de quem ama, quando um de seus amigos e familiares criticam ou julgam.

Quando julgamos, usamos a covardia e não nos permitimos conhecer o lado bom das pessoas. E quando tentamos esconder esses quesitos julgados, de nós ou dos outros, somos deprimentes, tristes, vazios…

Às vezes a vergonha nem é de algo na outra pessoa. Às vezes a covardia é com você. Ter vergonha de dizer de onde veio, de apresentar sua família, talvez por serem humildes… Será que em um relacionamento baseado em um amor de verdade, deveria abrir espaço para tais sentimentos?

Estava para nascer o dia em que, apesar dos “pesares”, eu sentiria orgulho de estar com alguém ao meu lado. Que eu iria rir e até gostar dos defeitos. Tá aí… acho até charmoso…

Prestes a completar 32 anos, posso dizer que fui uma completa covarde. Puro medo dos juízes da vida.

O verdadeiro amor é aquele que olha para o lado e sorri, pois percebe que junto de você está uma pessoa de quem não tem motivo nenhum de se envergonhar.

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