Casamento | O dia em que dissemos sim, eu te amo hoje

“O que é a vida a dois que hoje vocês começam a viver? É encontrar palavras que nós nunca soubemos pronunciar, para cultivar diariamente o desejo de permanecer juntos para sempre.

Hoje é dia de festa, de dança e sorriso. Hoje é dia de festejar o amor. É dia de dizer eu te amo hoje. Hoje, já. Hoje é o dia em que nasce uma família, na certeza de que amanhã amaremos mais ainda. Amem e sonhem, é a melhor coisa que a gente tem para fazer a dois”.

Perante a lei somos marido e mulher desde o dia 02 de agosto de 2014, quando assinamos os papéis no cartório e seguimos para um pequeno almoço em família. Mas o frio na barriga, o arrepio de emoção, o nó na garganta e a felicidade absoluta dividida com as pessoas que mais amamos, tudo isso aconteceu uma semana depois, em um sábado que começou nublado.

Optamos por dizer “sim” sob a luz do dia, ao ar livre. Acordar e ver gotinhas molhando o vidro da janela foi como uma pequena fisgada no peito.

Seguimos para o local onde tudo aconteceria com nossos pais torcendo pelo sol. Eu, ansiosa para conferir a decoração. O Ivan sem preocupação alguma, exceto pelo sapato esquecido em casa, junto com a gravata.

Foram meses dedicados aos preparativos para aquele dia, e ainda que a garoa insistisse em cair, permaneci empolgada e surpreendentemente tranquila.

Sempre imaginei que choraria desde o making-of, que o maquiador me odiaria, que providenciariam suco de maracujá e água com açúcar, mas não. Eu estava feliz demais para perder tempo com qualquer tensão.

Eu amava meu vestido, escolhido a dedo. Eu amava meus fotógrafos, ali desde a cara amassada que antecedeu a preparação do cabelo e da make. Eu amava aquele lugar que visitamos centenas de vezes antes do grande dia. Acima de tudo, eu amava o noivo, amava meus pais, tensos e emocionados, amava os convidados.

E foi assim, feliz, que assisti a garoa cessar e o céu abrir lentamente, até que raios tímidos de sol dessem a graça.

Eu me lembro de pensar no quanto tinha sorte. Deixei o celular de lado e escrevi os votos em um pequeno caderno, imaginando o que o Ivan estaria fazendo naquela hora.

Sim, eu tinha muita sorte! Tinha um buquê que parecia saído do Tumblr, um Fusca branco igualzinho ao que os meus pais usaram há 30 anos e o homem da minha vida (perdoem o clichê) me esperando no altar.

A partir daí eu não caminhava. Passei a flutuar em cada sorriso, na voz da Lorenza Pozza cantando “seja o mais lindo, meu lindo amor”, na celebração doce, acolhedora e carinhosa do Giovanni Alecrim, que aceitou conduzir o nosso “sim, aceito”.

Lorenza Pozza

Flutuei com meus avós levando as alianças, com os votos trocados, com os abraços calorosos. Flutuei com os padrinhos amados, com nossos pais… Ah, os nossos pais!

Flutuei como a revoada de balões e continuei flutuando depois, com a banda, com a comida, com a euforia e com o desejo de dizer pra todo mundo que estava lá: “Obrigada! Amamos vocês!”.

Revoada de balões

Contei tudo isso porque continuo flutuando. Há um ano somos casados e a cada dia repetimos: “Eu te amo hoje!”.

Clichê. Tão clichê quanto qualquer história de amor.

Casamento no campo

Decoração e assessoria: Petit Flores | Peças: Bendito Seja Locação | Móveis: Crie Eventos | Local: Ravena Garden | Vestido: Lucas Anderi | Make e hair: JJ Cabeleireiros | Terno: Deraldo | Música: Lorenza Pozza e The Lonesome Duo | Bolo e doces: Ana Paula Moutinho | Lembrancinhas: Eu Te Amo Hoje e Rasteirinhas Paola Bartole | Papelaria: C. Arte Ateliê | Fotos: Seimi Hiraga e Renata e Yuri Fotografia | Balões: Balão Cultura | Detalhes: Bichos da Madeira, Santo Dia, Plaketas, Sweet & Sour e Ateliê Jéssica Oliveira | Bem-casados: Célia Bem-Casados e Give a Gift | Vídeo: Giovanna Borgh

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