Procurando [e encontrando] Mônica

Ao ver Procurando Mônica em uma livraria, pensei que se tratava de uma homenagem a Renato Russo. Me encantei pela capa e me surpreendi ao encontrar o nome de Trajano assinando como autor, já que só conhecia seu trabalho de cobertura esportiva e à frente da ESPN.

Surpresa inicial deixada de lado, mergulhei em uma das mais saborosas histórias de platonismo da literatura nacional. Conforme fica claro no título, o foco da história é a busca de José Trajano por sua Mônica, uma paixão de juventude que começa com um baile de carnaval em Rio das Flores.

A história segue pelo Brasil dos anos 60, tendo os carnavais da cidade do interior carioca como ponto de partida para cada nova página dessa busca. Até que Zezé, como o autor é conhecido carinhosamente, descobre que Mônica trocou o carnaval de Rio das Flores por um cruzeiro pela Europa e decide ir atrás para enfim dar um desfecho bonito para sua maior história de amor.

Um roteiro perfeito para ser finalizado com um “felizes para sempre“, mas como nem sempre a vida imita a arte, o texto segue pelas vitórias e derrotas de um homem em sua busca.

O autor disse que, a cada vez que contava essa história, seus colegas sugeriam para que escrevesse um livro. Mas só agora, aos 62 anos, Trajano teve disposição para imortalizar sua história de amor.

Procurando Mônica é um livro leve, que vai deixá-lo de bem com a vida e curioso para descobrir se tudo contado foi verdade.

Procurando Mônica
José Trajano
Editora Paralela

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