Amor, com A

Sou fã assumida da escritora Martha Medeiros desde os meus tempos de menina e, como não poderia ser diferente, escolhi um de seus livros para me acompanhar neste início de 2014.

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“A graça da coisa”, lançado em meados do ano passado, acompanha o estilo que a autora preza em grande parte de suas obras: crônicas cotidianas, sobre os mais variados assuntos – de preferência atrelados à atualidade.

Considerada uma mulher moderna e – inevitavelmente – formadora de opinião, Martha nos traz suas reflexivas ideias acerca de família, relacionamento, política, educação, psicologia, entre tantos outros temas, o que torna a leitura agradável e bastante dinâmica.

E, não se enganem: ainda que seja fácil e rápida, nem por isso se faz menos densa e absolutamente completa.

A querida Martha nos brinda com diversos sentimentos ao longo de suas palavras e, é claro, de maneira invariável nos faz pensar sobre ele… o Amor. Com A maiúsculo, porque os amores que se prezam geralmente merecem nome próprio.

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Em uma das crônicas do livro, “O amor mais que romântico”, a escritora vem falar a respeito do peso que as relações afetivas adquiriram nos dias de hoje.

Segundo ela, atualmente, há outro tipo de “te amo” a se escutar e falar, diferente dos que ocorrem entre pais e filhos, ou até mesmo entre amantes.

Nas palavras da própria Martha:

(…) é quando o “te amo” não é dito a fim de firmar um compromisso, para manter alguém a par das nossas intenções ou experimentar uma cena de novela. Ele vem desvinculado de qualquer mensagem nas entrelinhas, não possui nenhum caráter de amarração e tampouco expectativa de ouvir de volta um “eu também”. É singular. (…)

Não é porque sou tiete assumida que concordo plenamente com o que o livro nos conta sobre este amor, que costuma se manifestar de modo espontâneo e leve.

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É comumente direcionado àqueles que não nos exigem explicações, mas sim apoiam nossas maluquices, fazem piada de nossos pontos fracos e compreendem de maneira exata o que temos por dentro.

E ela completa: “Mais do que nos amamos – nos sabemos“.

Saber o outro é artigo muito raro hoje em dia. Deve ser por isso que “A graça da coisa” me tocou tanto, afinal, a cada página, tenho a oportunidade de compreender melhor o mundo e as pessoas que me cercam.

Onde encontrar: http://migre.me/hwNms.

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