11 Melhores Musicais do Cinema

Que a gente adora musical todo mundo já sabe, afinal sempre falamos sobre isso no blog. Pode ser no teatro, no cinema, no desenho animado, no YouTube… basta ter gente cantando que vamos estar lá assistindo.

Aproveitamos essa paixão e fizemos uma lista com os 11 melhores musicais do cinema. Confira nossos escolhidos:

Les Misérables

Como já falei aqui, aprendi o que era musical com Les Misérables no teatro, então não tem como deixar a versão de 2012 de fora dessa lista. Sim, sei que muita gente diz que música ininterrupta e Russel Crowe cantando – sem o recurso da dublagem como na maioria das produções para o cinema – foi um tiro no pé, mas ao mesmo tempo cenas como I Dreamed a Dream, Do you Hear the People Sing?One Day More trazem o que há de melhor no mundo dos musicais.

Vale dizer que adaptar o texto de Victor Hugo e a luta entre Javert e Jean Valjean no meio da batalha de Waterloo [1815] e os motins de junho de 1832, retratando tão bem o perfil social da população francesa da época, dá uma grandiosidade única para a produção.

A Noviça Rebelde

Não tem como fazer uma lista de musicais sem os grandes clássicos e para mim não há maior do que A Noviça Rebelde [The Sound of Music].

Último trabalho escrito pela dupla Rodgers & Hammerstein baseado nas memórias de Maria von Trapp, foi lançado em 1965 arrecadou mais de 160 milhões de dólares, um número impressionante para a época. O filme ganhou cinco Oscar, incluindo melhor filme e trilha sonora, além de indicação ao Oscar para Julie Andrews, que havia ganhado o prêmio um ano antes por seu papel de estreia em Mary Poppins.

Além das músicas estarem inseridas em todo um contexto, a cena com a noviça cantando nos alpes austríacos é uma referência clássica ao gênero, tanto que The Sound of Music é a primeira música cantada pelo personagem do próximo filme de nossa lista.

Moulin Rouge! – Amor em Vermelho

“The hills are alive with the sound of music” com esse pequeno trecho da música de A Noviça Rebelde, Christian [Ewan McGregor] nos mostra que vai passar o resto do filme cantando junto com o elenco talentosíssimo reunido por Baz Luhrmann.

Se Romeu + Julieta foi um flerte do diretor com os musicais, Moulin Rouge! renovou o gênero, cheio de referências pop, adaptações de músicas conhecidas e visual espetacular.

Nicole Kidman como Satine em Moulin Rouge

Com certeza você já sabe que o Moulin Rouge existe e que o filme foi inspirado em uma leve realidade. Claro que se hoje o moinho é uma casa de shows, nos anos 1900 não tinha o mesmo propósito do filme e menos ainda todo aquele glamour, mas personagens como Toulouse-Lautrec, Zidler, Môme Fromage e Chocolat eram recorrentes da casa. Já Satine [Nicole Kidman] é obra da cabeça do diretor, que misturou referências como La Traviata [essa inspirada em A Dama das Camélias] e La Boheme.

O filme, que tem apresentações musicais excelentes como a Elephant Love Medley e El Tango de Roxanne, trouxe inúmeros novos fãs ao gênero, principalmente por seu flerte com o pop – Christina Aguilera, Lil’Kim, Mya e Pink foram responsáveis por Lady Marmalade, música oficial do filme divulgada na mídia.

Chicago

Se o trabalho de Bob Fosse apresentava bem a divisão entre cenas musicais e cenas sem música, Rob Marshall romantiza essa técnica em Chicago. Quando as cenas não se passam no palco, acontecem na cabeça da platinada Renée Zelwegger, que transforma fatos de sua vida comum de criminosa, como o encontro com suas companheiras de prisão e uma coletiva de imprensa, em apresentações cheias de dança e música.

Contando com um elenco com nomes como Richard Gere, Catherine Zeta-Jones, John C. Reilly e Queen Latifah, o filme é impecável visualmente e cria ótimas soluções visuais, como a dança do presídio, que é mais teatralizada no cinema do que nos palcos de onde se inspirou.

Catherine Zeta-Jone, Richard Gere e Renée Zellweger em Chicago

Vale dizer que Catherine se envolveu tanto com o papel de Velma, que tornou a se apresentar como a dançarina na cerimônia do Oscar em 2013.

E por falar na premiação, Chicago ganhou a estatueta de melhor filme em 2003 e arrecadou mais de 300 milhões em todo mundo, abrindo de vez as portas para uma nova onda de filmes musicais, que havia sido iniciada com Moulin Rouge! um ano antes.

Grease – Nos Tempos da Brilhantina

Descrever o enredo de Grease é contar a história de inúmeros filmes produzidos, já que além da história de amor de Sandy e Danny [Olivia Newton-John e John Travolta] ser bem simplista, o casal inspirou muitos produtores e roteiristas.

Ambientado na Califórnia dos anos 50, o filme reflete os costumes e preconceitos de uma época com o encontro do badboy e a patricinha. E com doçura de uma sessão da tarde, cenas musicais divertidas como Summer Nights e a química entre os atores em You’re the one and that I want, o filme ganha o espectador.

A Bela e a Fera

Se a Disney criou uma filmografia fantástica com suas animações musicais, a história da garota francesa que se torna prisioneira de um monstro é o trabalho que mais se destaca. Primeiro, por ter sido o primeiro desenho animado a ser indicado ao Oscar na categoria de melhor filme. Segundo, ter sido a primeira animação da Disney adaptada para um musical na Broadway.

O desenho aborda vários temas, como a ideia de que uma mulher querer ler e estudar é algo estranho, a intolerância com aquilo que é diferente e principalmente o amor.

E na minha opinião, A Bela e a Fera tem um dos melhores personagens já criados pela Disney: Gaston. Egocêntrico e cheio de maus costumes, é responsável por uma das melhores cenas musicais do filme.

Por falar em A Bela e a Fera, estamos ansiosos pela estreia da versão live action do filme, com Emma Watson no papel da protagonista. Falamos um pouquinho sobre o filme aqui.

Evita

O grande trunfo do musical de Alan Parker é acompanhar a vida de Evita através dos olhos do povo, representado por Che [Antonio Banderas]. Baseado no musical de Andrew Lloyd Webber e Tim Rice, Meryl Streep, Liza Minnelli e Barba Streisand foram cogitadas para o papel da protagonista, que por sorte terminou com Madonna, na interpretação de sua vida. Sim, se você viu Madonna em outros filmes e acha que a carreira dela como atriz não merece qualquer menção, saiba que ela ganhou o Globo de Ouro por sua interpretação de Eva Perón.

Sem diálogos e totalmente musical, o filme tem mais de 2 horas de duração, mas em momento algum se torna chato ou enfadonho. Graças ao capricho visual e músicas adaptadas com maestria. E digo isso tendo a oportunidade de assisti-lo pela primeira vez no cinema em 1996, como contei aqui.

De filha bastarda de agricultor à mulher mais amada da Argentina, a vida de Eva, que chegou à vice-presidência do país, é contada cheia de romantismo e ironia, um caminho que fez com que parte do público argentino – principalmente os mais velhos – o desprezasse. A cena com Goodnight and Thank You, quando Eva troca de homens por interesse em escalada social, deixa claro o motivo.

Mary Poppins

Não é por pouco que Julie Andrews é lembrada como uma das atrizes mais queridas dos musicais. Afinal, além de viver a noviça que ensina o do-re-mi, ela ensinou milhões de crianças a cantar uma música com uma palavra totalmente nova: supercalifragilisticexpialidocious.

Mas não é só por isso que Mary Poppins, o filme de estreia da atriz, está nessa lista. Enquanto o roteiro segue a fórmula de filme para a família, as canções compostas pelos irmãos Sherman dão o tom de sessão da tarde.

O filme também é cheio de efeitos especiais que deixou o público maluco em 1964, ano de lançamento da produção. Claro que a tecnologia da época nem se compara ao que temos hoje, mas é um dos pioneiros na interações entre atores e desenhos animados, como na canção Jolly Holliday, interpretada por Andrews e Dick Von-Eick.

Cabaret

Claro que qualquer lista de bons musicais não seria válida sem uma filme de Bob Fosse, bailarino, coreógrafo e diretor que criou um estilo muito pessoal. Cabaret é a essência de seu trabalho transportado para o cinema. As mãozinhas de jazz, a caída de ombros, o charme de caminhar e figurino preto, meias e acessórios como chapéus e bengalas.

As cenas musicais acontecem de forma natural e real, normalmente no palco, e o glamour de cada cena nunca é além do que se poderia encontrar no teatro. A história se passa em Berlim durante a ascenção do nazismo, onde a dançarina do cabaré Kit Kat Club, Sally Bowles vivida por Liza Minnelli, se envolve ao mesmo tempo com um professor inglês e um nobre alemão, enquanto sonha em ser contada pela UFA [um dos maiores estúdios da Alemanha na década de 30].

O filme de 1972 traz cenas polêmicas, como um número musical onde um jovem alemão nazista canta uma música de glória à pátria, relacionamento a três, aceitação sobre sexualidade e até um aborto, realizado por opção da própria mãe.

Liza Minnelli em Cabaret

Liza, que ganhou o Oscar pelo papel, prova todo o talento herdado de seus pais [Vincent Minnelli e Judy Garland], mostrando tanta naturalidade à frente das câmeras que fica difícil entender quando termina a atriz e começa a personagem.

Como destaque, a cena final onde Sally canta Life is a Cabaret envolta em tristeza, sem perder o sorriso no palco. Afinal, o show tem que continuar.

Dançando no Escuro

“Não entendo musicais. Por que começam a cantar e a dançar de repente? Eu não começo a cantar e a dançar de repente”, assim Jeff, interpretado por Peter Stormare, expressa a opinião de muitas pessoas sobre musicais.

Filmado dentro do manifesto Dogma 95, que tinha como objetivo um cinema mais realista e menos comercial, Dançando no Escuro não é um musical normal. A começar pela escolha da protagonista, a cantora islandesa Björk, entrega uma personagem real em sua atuação fantástica como Selma, uma imigrante tcheca que mora com seu filho em um trailer no interior de Washington no início dos anos 60 e está perdendo a visão.

Apaixonada por musicais, a protagonista transforma sons cotidianos, como a prensa de uma máquina e o riscar no papel em sequências cheias de música e coreografias, que aliviam as reviravoltas de sua vida. Catherine Deneuve deixa o glamour que carrega seu nome e assume o papel de Kathy, a operária melhor amiga de Selma.

Vale dizer que as cenas musicais saem do movimento Dogma, afinal seria impossível fazê-las com som do local e sem um apoio para as câmeras. Longe de ser um musical feliz, é um filme estranho que reconsidera o estilo. E a penúltima cena musical [como o filme frisa], derruba até a pessoa mais insensível.

Frozen

Se você torce o nariz por ter esse musical da Disney nessa lista, peço que me cante uma música saída de um musical que tenha feito mais sucesso do que Let it Go (Livre Estou na versão brasileira).

Além de ser visualmente incrível, trazer personagens cativantes e representar uma nova postura para as princesas da Disney, o filme criou uma legião de fãs de musicais, não só de espectadores mas também de novos POSSÍVEIS artistas, interessados interpretar, dançar e principalmente cantar. E não é preciso ir muito longe para conferir isso, basta dar uma procurada no YouTube e conferir centenas de pessoas cantando como a rainha do gelo.

Além da música principal, Você quer brincar na neve? e Vejo uma porta abrir também fizeram muita gente cantarolar depois de assistir o filme.

Ok, você percebeu que deixamos Cantando na Chuva, Um Violinista no Telhado, O Mágico de Oz, All That JazzMy Fair Lady, West Side Story e tantos outros musicais de fora, mas

Concorda com nossas escolhas?

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