Amor acaba? – As fases do amor e como entendê-las

A única certeza que temos nessa existência é de que um dia tudo chega ao fim. Enquanto nossa própria vida não leva muito mais do que uma centena de anos, algumas coisas levarão milhares para chegar ao fim, como aquela garrafa plástica que você deixou na trilha no meio da mata atlântica. Mas e os sentimentos? Será que eles acabam durante nossa vida? E, aquele mais importante, que deve ter te trazido a esse texto: amor acaba?

Já ouvi inúmeras histórias sobre muitos finais de amores e em todas, eu sinto que posso afirmar que o amor nunca acaba.

Sim, entendo que você pode até ter esquecido aquela segunda namorada, com quem aprendeu o que era amor, mas afirmo novamente que se acabou, não era amor”.

Amor acaba? Dizer eu te amo
Sei que pode parecer pretensioso vender uma verdade sobre um sentimento que tanta gente talentosa e inteligente já debateu em inúmeros textos e ensaios, mas o amor não é o que muitos pensamos. Levei muito tempo para aprender o que era o amor e falei muitos “eu te amo” antes de entender que essas frases foram faladas mais por estar gostando de uma situação, aquelas que a gente encontra com alguém com quem temos sintonia, sem mesmo precisar amar essa pessoa.

Pode parecer um crime escrever isso, mas o amor se assemelha mais a sua relação com sua mãe do que a relação escrita por William Shakespeare em Romeu e Julieta. E olha que falo isso com muita dor no coração, já que sou um grande fã do bardo inglês, mas não tem como comprar a relação do jovem casal de Verona como algo além da paixão. Essa sim, uma força arrebatadora que faz a gente ir até os limites, como beber veneno ou enfiar um punhal no coração por não conseguir imaginar viver em um mundo sem a pessoa amada.

O amor como ele é

Primeiramente, o amor não varia de intensidade. Não existe amar menos ou amar mais, existe apenas amar, que já é algo fortíssimo. Voltando ao exemplo de nossos pais, tenho certeza que se você teve um crescimento sadio ao lado deles, não tem como sentir outra coisa que não amor.

Às vezes, chega uma idade e não conseguimos mais morar junto com eles, saímos de casa batendo a porta e logo entendemos que os amamos – só não era mais possível conviver diariamente. Não importa se você está afastado dos dois por um tempo ou seus pais tenham feito algo que você julgue errado: você vai continuar sentindo algo bom por eles. E esse algo bom é o amor, um sentimento incondicional que sentimos por alguém. Ou por muitos alguéns.

É possível amor muitas pessoas ao mesmo tempo

Sim, o ser humano consegue amar muita gente e é saudável que cultivemos esse sentimento por muitas pessoas. Além dos pais, nutrimos amor por irmãos, outros parentes, amigos… e às vezes até por pessoas que passaram pela nossa vida e ganham algum prefixo ex na nossa história. Conseguimos amar ex-namorados e ex-maridos, mesmo sem vontade alguma de voltar a ter um relacionamento romântico com eles. Isso porque o amor é diferente do gostar.

O gostar

O gostar tem intensidade. Sabemos o quanto gostamos de estar em um lugar, em uma situação ou de quem está com a gente. Às vezes o gostar é bem seletivo: gostamos de trabalhar junto com alguém mas não suportamos essa pessoa em nosso tempo livre. E vice-versa. O gostar nos leva a nos relacionar com pessoas que tem os mesmos interesses que a gente, mesmo que essa relação não passe de coleguismo para visitar a programação cultural da cidade que nosso namorado odeia.

Gosta de cosplay

O gostar também é responsável por muitas declarações de amor. É fácil confundir o gostar de beijar e passar as tardes dos finais de semana junto, com amar essa pessoa. Ainda mais porque em um relacionamento, esse “gostar” normalmente vem acompanhado de uma calmaria gostosa, após um período de paixão inicial.

E a paixão, essa doida que nos faz tão feliz

Mas é a paixão que mais mexe com a gente. Quem não gosta dos primeiros momentos de uma relação, quando a paixão está latente e passamos o dia trocando mensagens, horas no telefone, cronometrando os segundos para o próximo encontro? A paixão, que nos faz ir a pé do Rio a Salvador, é o sentimento arrebatador que mais provoca loucuras. Conheço gente que casou em menos de 5 meses apaixonado e, infelizmente, não chegou no um ano junto.

A pé do Rio a Salvador.

Por ser tão intensa, muitas vezes vem acompanhada do sentimento de posse, do egoísmo ou da entrega absoluta. Aquela vontade de ter o outro em um potinho, abdicar de sua individualidade e até deixar de lado tudo o que nos faz diferente do nosso par. Ao mesmo tempo, é algo que nos faz tão bem que, mesmo percebendo que algumas coisas podem ser ruins, deixamos pra lá em troca da nossa felicidade momentânea. Também é muito difícil entender quando a paixão perde o fôlego e muitos relacionamento terminam nessa fase.

Segredos para um bom relacionamento

Sabendo desses três sentimentos, um relacionamento ideal encontrou o amor, tem muito gostar e sabe dosar a paixão. Uma receita que parece simples, mas que se alguém soubesse como executá-la, seria responsável pela felicidade mundial. Ou ao menos, a felicidade de todos os casais do mundo.

Também é preciso entender que só amor não segura nenhum relacionamento. Amar alguém não é sinônimo de viver junto ou viver uma história como casal e sim se preocupar mais com a felicidade de quem amamos, o que algumas vezes faz a gente entender que tenhamos que nos separar nessa jornada.

Afinal, se um dia existiu amor, vamos amar até o fim.

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