O amor da tolerância

Em meio a dias de manifestações em relação ao vídeo sobre o dia dos namorados de casais de vários tipos, resolvi escrever sobre pensamentos e opiniões particulares.

Um breve resumo para que entendam minha posição:

Sou cristã. Tenho uma formação religiosa evangélica, pois minha família é praticante na igreja batista.

Já sofri preconceitos nesse meio. Já fui “excluída” e me excluí. E aí decidi seguir o que Deus prega como amor. Sem contar os estudos em relação as outras culturas e crenças, onde se aprende muita coisa boa. Por isso, vamos aos fatos:

Ame o seu próximo. Ele sendo hetero, gay, assexuado, branco, negro, rosa, homem, mulher, adulto, criança… Aprenda a tolerar! Aceite a opção do gay, a opção do religioso fervoroso. São escolhas, opiniões.

Todos temos direito a ter opinião formada e poder mudá-la quando bem entender.

A TV brasileira está contra seus valores? Não veja! Você quer ser aceito na sociedade? Respeito o coleguinha!

Imagem do comercial do Boticário

Possuir valores e condições familiares bem definidas em sua mente, não quer dizer que tem a obrigação de achar condenável casais homossexuais que formem uma família digna.

Sou mulher Heterossexual, tenho um relacionamento formado por um companheiro do sexo masculino e, se assim for, teremos filho. Formaremos uma família, independente como seja. Só nós, nós e pets, nós, filhos e pets…

Um dos meus melhores amigos é gay. Adoro seu companheiro. Como se fossem parte da minha família. E mesmo não sendo do “meio”, não tenho o menor problema com isso.

O momento mais emocionante para mim foi vê-los casando em uma cerimônia temática e particular.
Ok, não acho natural, mas também não acho ruim. Entende?

Acho relacionamentos assim bonitos. Afinal, para ficarem juntos e se assumir perante a sociedade atual,é preciso coragem. Para formarem uma família, haja determinação.

Se estão pecando, o pecado é deles e a única coisa que te cabe – se é que te cabe alguma coisa nessa história – é orar (rezar, conversar com Deus, mandar energia positiva).

Eu não gosto de cigarro. Faz super mal para a minha saúde. Não condeno, não julgo ou infernizo os fumantes. Explico minha situação aos mais próximos, mostro os males que aquilo faz. Mas nunca, nunca mesmo, deixarei de falar com alguém ou de conviver por ser fumante.

É um exemplo ridículo, eu sei, mas é mais ou menos assim que devemos encarar as coisas da vida.

A vida pertence a cada um. Temos crenças e valores distintos. Nenhum tipo de imposição é saudável.

Tolerância significa aceitar, suportar, conviver com tudo que é contrário.

Eu gostaria de ser alta, magrela, seios fartos e olhos claros. Me aceito baixinha, bunduda e morena. Ok, mudo a cor do cabelo, faço dieta, mas no geral convivo bem com o meu eu. Conviva bem com seu vizinho. E pense, sempre, no próximo.

Se sou gay e eu chegar em um ambiente familiar dando pinta, serei tão mal educado quanto uma perua escandalosa querendo aparecer. Se sou um homem hétero e começo a beijar e alisar minha mulher na rua, deixarei constrangido qualquer pessoa que esteja ao meu lado.

Tolerância e bom senso também são formas de amar.

Vamos praticar!

Viva a vida! Viva a fé! Viva a harmonia!

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