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Bianca Mól e seu mundo desdobrável de cores

Assim que acessei o canal Garota Desdobrável eu me encantei. Me encantei com a técnica, a arte da aquarela e a forma de se contar histórias. Assisti todos os vídeos na sequência e achei que mais gente gostaria de conhecer esse canal incrível e também a pessoa por trás da ideia.

Duvida? Pois surpreenda-se com a beleza desse vídeo:

E com essa lindeza, apresento a vocês essa nova seção do blog, a Gente que Ama. Nesse espaço, teremos pessoas e inspiração.

Bianca Mól é a responsável por todo esse amor e fofura da Garota Desdobrável. Com 24 anos, trabalha com jornalismo e se realiza com sua arte em um segundo turno de trabalho.

Bianca Mól, a Garota Desdobrável

Conversamos com a artista sobre sua vida e o projeto:

ETAH: Como surgiu o gosto para arte?

Bianca: Minha vida na arte começou ainda pequenininha. Sempre gostei de desenhar e de escrever… Quando criança, tinha cadernos e mais cadernos de desenho, várias canetinhas, lápis, tudo! A escrita andava de mãos dadas. Desde muito nova, com uns sete anos, tinha o hábito de escrever em diários histórias sobre a minha vida… E continuei com isso até lá pros meus vinte e um anos.

Quando pequena, era muito comum criar histórias enormes e diálogos gigantescos enquanto fazia desenhos de personagens, sempre muito coloridos. Ao longo da vida passei pelos mais diversos estilos, até “me encontrar”.

Sempre tive uma imaginação que me levava pra bem longe, e a arte era um caminho para tal.

ETAH: O primeiro vídeo do canal é quase uma apresentação de trabalho, com você aquarelando madrugada adentro. Já no segundo, temos uma história. Quando fez esses vídeos pensava em uma série ou surgiu naturalmente?

Bianca: Tudo veio naturalmente! Sempre gostei de escrever e de desenhar, o que, por muito tempo, encarei como um problema – já que achava que deveria escolher um ou outro, e fiz com a escrita. Em uma madrugada, retomei o velho hábito de desenhar e pouco depois fiz o primeiro vídeo como uma brincadeira.

Minha mãe ao ver o vídeo, sugeriu que eu narrasse meus textos por cima. Fiz sem levar muita fé e talvez tenha sido uma das melhores escolhas da minha vida. Tenho aprendido com a mão na massa: quais planos funcionam melhor, luz, meu traço… o processo para chegar onde quero é bem trabalhoso, com tesouras, lápis de cor e muitos – muitos mesmo – papel.

Tudo com um amor gigantesco do início ao fim.

ETAH: Quanto tempo você leva para fazer cada vídeo?

Bianca: Tempo mínimo de duas semanas, considerando que só tenho o período noturno, após meu trabalho, para trabalhar. Normalmente é isso, entre duas e quatro semanas, utilizando também os finais de semana.

ETAH: Nos créditos dos seus trabalhos, dá pra ver que você realmente trabalha da roteirização ao final. Alguém mais ajuda?

Bianca: Sou apaixonada por todas as etapas do processo. Quando mais nova, também achava que isso era um problema, mas hoje consigo me colocar por completo na arte. Ela é um espelho meu. Fazer os desenhos, os roteiros, a fotografia, a narração, a edição… Tudo tem um pouquinho [ou um poucão!] de mim.

Desde o começo recebo ajuda da minha mãe. Escolhemos músicas juntas, que são fundamentais em meu processo criativo. É ela que me atura naqueles momentos em que bate o desespero do perfeccionismo, achando que meus desenhos estão horríveis – e ela sempre tem paciência! Hahaha. Também é dela qualquer ajuda de quando preciso de uma “mão extra” para mexer algo no plano, enquanto movo a câmera. 

Meu namorado Lucca é o “figurinista desdobrável”. Sou apaixonada por cores e ele, por ter um olhar super aguçado, costuma me ajudar na escolha das cores das roupas dos personagens, por exemplo.

E, também no backstage, há meu pai, que me ajuda em diversas questões burocráticas; minha irmã e o marido, que me deram uma força em vários momentos mais puxados; a Rose, que mantém meu estúdio um brinco [não fosse por ela eu estava perdida!]; e mais os amigos que colaboraram de diversas formas: ajudando a divulgar, escrevendo algo em co-autoria [o que aconteceu duas vezes], opinando sobre o que querem ver, escrevendo mensagens super carinhosas… 

Tudo é de imensa ajuda. Essa minha arte é um grande amor e me exige demais, em todos os pormenores. Sou bastante perfeccionista e apaixonada pela beleza, e ter que conciliar esses traços de minha personalidade com horários de trabalho, por exemplo, fazem com que eu constantemente tenha olheiras, dores nas mãos, tudinho. Receber qualquer mensagem de apoio e de reconhecimento fazem com que o coração receba o maior combustível e volte a produzir com toda a intensidade. A minha sorte é que elas aparecem bastante e me deixam feliz demais, demais. Sério, dá vontade de abraçar cada uma das pessoas. 🙂

ETAH: Qual gostaria que fosse o resultado desse projeto?

Bianca: Eu gostaria de, no futuro, viver desse projeto. Sonho em abrir uma produtora, lançar um livro, uma loja virtual… Também tenho bastante vontade de escrever e dirigir um longa-metragem. Mas então, basicamente, viver disso, viver do que me move e no que acredito.

Todo o trabalho é feito de forma manual

ETAH: Cada vez mais os artistas tem levado a arte diretamente para o computador, sendo que muitos mesmo nem tocam mais no lápis e mo pincel. Você vai na contramão disso tudo com seu trabalho, se destacando com originalidade em técnicas antigas. Como se sente com isso?

Bianca: Antes de tudo, muito obrigada! Eu adoro trabalhar com papel, sentir as suas texturas, o efeito dos materiais sobre ele, sentir cada pedacinho dos meus dedos criando algo ali, na minha frente… É quase que terapêutico. Como disse, é mesmo um processo de se conhecer. Quando desenho ouvindo música (na maior parte das vezes, música clássica me dá uma inspiração enorme!), sinto um universo de sensações incríveis. Adoro tecnologia, mas o fato de desenhar com um lápis em uma folha me encanta. Isso me remete à época em que era pequena e rabiscava todas as folhas que encontrasse pela frente. Resgata com um certo romantismo e uma forte carga de nostalgia uma atividade tão prazerosa. E o mais importante: ressalta a máxima de que a beleza existe no que há de mais simples e puro.

E há algo mais simples e puro do que um papel em branco e um pouquinho de grafite?

ETAH:  Como somos um blog de amor, precisamos perguntar: o q é amor? 

Bianca: Amor é dedicação. Com o que for. Você ama quando se dedica a alguém, a uma atividade, a uma ideia. É quando você não mede esforços para algo, por mais difícil que seja ou por mais sutil que pareça ser; por se dedicar, por acreditar. Isso é amor.

ETAH:  Você por você.

Bianca: Sou uma sonhadora movida pela imaginação. Tenho os pés no chão, mas gosto de voar alto, e quando começo a voar não há o que me segure! Sou apaixonada por detalhes e pequenezas. No dia-a-dia, procuro sempre por cenas bonitas, como se tudo fosse um grande filme. Tanta coisa bonita acontece na nossa frente e a gente nem repara…

Adoro fazer outras pessoas sorrirem. Sou uma pessoa simples. Caseira, curto muito Cinema e Direção de Arte em Audiovisual. Na literatura, me identifico muito com o “realismo fantástico”: adoro o Gabriel Garcia Márquez. Nos filmes, Stanley Kubrick, Wes Anderson, Tim Burton, Jean Pierre Jeunet. Na animação, Hayao Miyazaki.

Gosto de jogar videogame, ficar um tempão olhando pro céu e para o mar.

Acredito que o mundo possa ser um lugar melhor se cada um fizer a sua parte, mesmo que ela não pareça ser gigantesca. [Sério, ela sempre é gigantesca]

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ETAH:  Pra finalizar, qual o seu vídeo preferido?

Bianca: Depende da época! Haha 🙂 meu vídeo favorito agora é o de natal – Sonhos e loucuras de Natal, mas “O Grande Segredo do Relicário” [que você assiste logo abaixo] passa uma mensagem necessária pra todo mundo, então fica bem coladinho nesse topo.

Para conhecer mais do trabalho de Bianca, acesse seu site e seu Facebook.

E aproveite para curtir o último trabalho do canal:

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