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Um Ulisses para cada mulher do planeta

Não se assustem com o título desse texto, mas ele é baseado no livro “Uma aprendizagem ou livro dos prazeres” de Clarice Lispector.

Faz uns meses que o li e me arrependi muito por ter enrolado até tê-lo em minhas mãos. Há pelo menos um ano me indicavam, pois minha personalidade era, de certa forma, parecida com a Lóri.

Sim, conforme me disseram, todas as mulheres deveriam ler esse livro e se possível, em várias fases de suas vidas.

A primeira coisa que senti, ao começar a ler, foi raiva. Ulisses não me parecia um homem confiável e me fazia lembrar de todas as decepções que encontrei na vida. Ele era um tanto manipulador e soberbo. Talvez essa seja a vontade inicial da autora.

Ulisses era um coadjuvante, mas se tornou o foco principal em minha leitura. A maneira torta que ele fazia a mocinha evoluir em sua vida pessoal e, principalmente, amorosa, me deixava intrigada.

Amamos conforme observamos os outros amar. Somos educados a sermos de tal forma (sou agressiva a dizer que somos adestrados), idealizamos coisas ou até sonhamos com o impossível.

Poucas pessoas se conhecem de verdade e um número menor ainda conhece o companheiro.

O fato de ficarmos sozinhos, por muitas vezes, no desespero de sentimentos ou a ausência da pessoa que gostamos/amamos, vai contra ao que desejamos para a felicidade. Mas é na solidão e no silêncio que nos conhecemos. Paramos de focar no “ter” para começar a “ser”. Não é possível ser de mais ninguém sem “ser de si mesma” antes. Ah Clarice, nunca mais esquecerei essa frase!

Quantas vezes você deixou de fazer algo por não ter companhia? Pense nisso…

Ulisses se tornou meu vilão e herói. Eu senti a agonia de estar preparada para o amor, assim como Lóri, e ser deixada sozinha naquela noite, após a certeza de ter passado por um aprendizado sobre si mesma e seus sentimentos. Uma vida inteira de relacionamentos superficiais e dúbios, enganam até mesmo a mais forte e inteligente das mulheres.

Ao invés de tomá-la pelos braços, Ulisses levantou e foi embora, deixando o grande recado: “Estarei te esperando. Sabe onde me encontrar. Sabe dos meus horários. Procure-me quando tiver certeza.”

Como assim? Óbvio que ela tinha certeza.

Será?

Quantas vezes agimos no impulso? Se pensássemos um pouco mais viríamos que nem era amor ou não era o momento. Muito menos a pessoa certa.

Após mandar uma mensagem para o amigo que me indicou esse livro, dizendo que chorei horrores pela primeira vez ao ler um livro, ele me falou que além das mulheres, os homens deveriam apreciar a leitura.

As personagens são um pouco de nós em várias situações. Não é uma simples ficção.para cada mulher

Depois desses meses, fico feliz por ter uma espécie de Ulisses em minha vida.

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